Maurício Dal Agnol pode voltar a exercer a profissão

Em fevereiro passado, OAB determinou suspensão preventiva por um ano

por Eduardo Rosa

25/02/2015 | 15h29

Maurício Dal Agnol pode voltar a exercer a profissão Diogo Zanatta/Especial

Foto: Diogo Zanatta / Especial

O período de suspensão preventiva em que o advogado Maurício Dal Agnol — suspeito de aplicar um golpe que lesou 30 mil pessoas — ficou impedido de exercer a profissão chegou ao fim. A informação foi confirmada pela seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No ano passado, ao surgirem informações sobre o esquema que teria rendido a Dal Agnol R$ 100 milhões, a OAB determinou a penalidade.

— Quando notícias vieram à tona, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) instaurou um procedimento, que aplicou uma pena de um ano de suspensão em fevereiro — explica o presidente do TED, Fábio Scherer de Moura, acrescentando que 12 meses é o período máximo para suspensão preventiva, feita no início do processo.

Contra a decisão da OAB, Dal Agnol ingressou na Justiça Federal com mandado de segurança. O pedido foi negado, e o advogado recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que manteve a suspensão.

Moura faz questão de ressaltar que a volta do direito de advogar não é uma vitória do advogado, já que não houve um novo julgamento, apenas se encerrou o período da punição. O presidente do TED disse que, por dever legal, não pode comentar — nem confirmar que existam — outros processos referentes ao advogado tramitando na Ordem.

Entre setembro e fevereiro, Dal Agnol esteve preso em Passo Fundo. Ele foi liberado após a defesa conseguir um habeas corpus, assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

*Zero Hora

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